quinta-feira, 12 de maio de 2011

Google apresenta o ChromeBook



Isso não é um computador, é uma paulada de marketing (identificar necessidade - segmentar mercado - criar produto... não, eu nunca vou parar de repetir isso! rs). Não sei se vai funcionar, mas a idéia tem bastante futuro.

Marketing tem a ver com escolhas. Estratégia tem a ver com escolhas. E ao não tentar abraçar o mundo, o Chromebook pode ser uma boa opção para o Google ganhar uma interessante fatia desse mercado.

Estamos falando de um produto que realmente acrescenta algo diferente. Há anos a indústria dos PCs lança produtos baseados em velocidade e potência, embora a grande maioria dos usuários não tenha a menor idéia da diferença entre um processador i3 ou i5. Não concorda? Peça para alguém te explicar o que é um Mhz... como é que essa pessoa comprou 4 computadores nos últimos 5 anos sem saber a diferença real entre 3Gb ou 4Gb de memória RAM?

Agora pergunta se essa pessoa gostaria que seu computador fosse mais leve, começasse a funcionar mais rápido ou que tivesse uma bateria que durasse 48h? Quem tá vendendo computador para esse público? Ninguém. Ou melhor, uma empresa - Google. Os outros estão se matando para tentar ganhar mercado entre as pessoas que montam computadores para editar imágens e vídeos e/ou jogar a versão mais atualizada do Call of Duty...

Os únicos problemas que eu vi até agora são:
1) Preço. Tão dizendo que vai custar cerca de 500 dólares, o que me parece um pouco caro... como o computador depende MUITO da internet, acredito que logo as empresas de telefonia criarão contratos de uso de internet para abaixar o preço.

2) Cloud Computing. Embora eu acredite muito no conceito de "computação nas nuvens", acho que ele ainda não está bem difundido. É uma aposta inovadora... e arriscada. Bem, talvez isso não seja um problema..

terça-feira, 10 de maio de 2011

O poder da marca (para um país)


O esforço para construir uma marca de um país ou de uma cidade é bem mais complexo que o de criar uma marca “comum”. Leva anos e exige investimento e cooperação de diversos fatores como governo, população, economia, imprensa, sorte, etc. Contudo, o retorno é diretamente proporcional ao tamanho do esforço. Uma vez estabelecida, uma boa imagem para um país, cidade ou região gera frutos por anos.

Estou falando do assunto porque tenho acompanhado, há algum tempo, a imagem que o Brasil tem no exterior e vejo uma série de oportunidades que as (pequenas, média ou grandes) empresas brasileiras poderão aproveitar.

O Brasil sempre teve uma imagem de país acolhedor, gente bonita, natureza e futebol impressionantes e um nível de pobreza relativamente alto. Esta não é a melhor imagem do mundo, mas também não deixa muito a desejar. Entre os países do hemisfério sul, pode-se dizer que ocupamos um lugar de destaque.

A notícia boa é que, este conjunto de valores agora vem acompanhado da imagem de um país economicamente forte e com boas projeções para o futuro. O que isso muda para as empresas brasileiras? Que agora, além de tudo o que tinha para oferecer, os negócios brasileiros carregam o selo de país acolhedor-economicamente-forte-e-com-boas-projeções-para-o-futuro.

Há outros países que compartilham estas condições com o Brasil, mas, deste grupo, somos o país culturalmente mais próximos dos donos das carteiras que realmente importam. Ou seja, pessoas do mundo tudo, ao buscar um lugar para investir, pensam com carinho no Brasil.

Para aproveitar o ambiente favorável, eu recomendo que você coloque nos planos da sua empresa alguma ação relacionada com outros países. Estabeleça metas, forme funcionários em inglês, espanhol, alemão, chinês, etc., participe de feiras, troque informações com profissionais de outros países, busque fornecedores externos, exporte, procure saber que incentivos o governo oferece para esta área, faça um intercâmbio.

Se você tem uma escola, por exemplo, poderia procurar um professor de outro país que fale português. Ele provavelmente ganha mais em seu país de origem do que você pode oferecer, mas talvez abra mão do dinheiro pela curiosidade de conhecer outro país e curtir o nível de vida que se tem no Brasil.

Claro que há gente qualificada e mercado no Brasil para quase todo tipo de produto. Claro que vale a pena investir aqui dentro. Mas isso não quer dizer que precisamos fechar os olhos para todos os outros 6,5 bilhões de pessoas à nossa volta.

Em tempo: esse post, assim como este, vale para quem tem a empresa em forma. Se você não atua bem “jogando em casa”, dificilmente vai conseguir vitórias na casa do adversário.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Quanto devo gastar em marketing?


Uma boa fatia do seu orçamento, rs.

A resposta para essa pergunta costuma ser “nada”, em pequenas e médias empresas, porque sempre há pouco dinheiro disponível e outras áreas mais importantes para investir. Mas esta resposta tende a estar embasada em dois conceitos um pouco errados.

1) Marketing não é propaganda. Como já falamos aqui no blog, investir em marketing não é a mesma coisa que comprar espaços em revistas ou imprimir e distribuir panfletos. Marketing pode ser tão amplo na sua empresa quanto você quiser e o empresário que não quer gastar nada em marketing é o mesmo cara que convida os melhores clientes para uma pescaria no final do ano, que oferece brindes para as melhores compras e que passa horas decidindo qual é a cor mais adequada para o novo cartão de visitas. Ou seja, embora não se dê conta, esta empresa tem a sua verba anual de marketing – só que ela não está prevista no orçamento.

2) O custo de não investir nada em marketing pode ser mais alto do que parece. Há empresas que não têm dinheiro disponível para gastar neste departamento (quase todas e quase sempre), mas que dedicam somas altíssimas para outros setores que provavelmente trarão retornos mais baixos. Se você quer investir em marketing, mas não tem dinheiro, avalie se algum outro setor da empresa está gastando demais ou se algum deles podería ser sacrificado nos próximos meses (Você que trabalha em outro setor, nem adianta me olhar torto. Neste caso, o marketing tem sido sacrificado por anos). Avalie se a margem de um produto pode ser diminuída para aproveitar os lucros mais para frente. Se mesmo assim não conseguir encontrar dinheiro disponível, tente ao menos investir mais tempo.

Marketing traz retorno às empresas (eu juro! rsrs), porque está relacionado com os clientes. E os clientes são a única coisa que faz entrar dinheiro no seu negócio. É trabalho do departamento de marketing estudar os clientes e saber como melhorar a relação com eles (para trazer mais dinheiro) ou como conseguir mais clientes (para trazer mais dinheiro).

Muito bem! Agora você já sabe como começar a investir em marketing. Passamos então à organização dos anos seguintes:

Primeiro, revire o armário. Liste todas as ações de marketing (envío de newsletter, brindes, criação de sites, feiras, papelaria, concursos, relações públicas, faixas, anúncios, outdoors...) some tudo e reavalie. Estas ações trouxeram benefícios? Foram adequadas?

Em seguida, aplique a regra dos 4%. Separe 4% da sua previsão de faturamento (bruto) para os próximos 12 meses para investir em marketing e coloque isto desde já nas despesas. A partir de agora, este é o valor que você tem para realizar todas as ações do ano.

Por quê 4%? Esta é uma cifra arbirtrária que relfete uma quantia grande o suficiente para realizar uma ou duas ações “porretas” sem deixar de realizar pequenas ações ao largo de todo ano, e pequena o suficiente para não afetar demais as contas da empresa. Se você não tem nem idéia de quanto investir em marketing, comece com algo entre 3,5% e 5% do seu faturamento bruto previsto. Ou seja, se sua empresa prevê vender 400 mil reais no ano que vem, 16 mil reais devem ser gastos em marketing - mais ou menos 1330 reais por mês.

Dependendo do setor em que você trabalha, da estratégia que quer seguir e do ciclo de vida de seu produto, este valor pode variar. Marcas de grande consumo tendem a gastar um pouco mais (ou muito mais, como é o caso de refrigerantes e cervejas) e empresas de serviços também.

Por outro lado, há gente que investe muito em estrutura e deixa o marketing para trás, como é o caso de empresas como a Zara (nenhum gasto em publicidade nos últimos anos – todo o investimento se destina a comprar e alugar os melhores e mais bem localizados pontos de venda de cada cidade) ou como o WalMart, que usa apenas 0,4% de seu faturamento em marketing.

Se no final das contas, você decidir que não quer investir em marketing, faça o mesmo esforço para conseguir o dinheiro (ou o tempo) e reserve metade destes recursos para investir na formação de seus funcionários ou no desenvolvimento de novos produtos e mercados. E pegue a outra metade e invista em... marketing!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Atancando "o" problema

Ataque o problema... antes que ele fique grande demais.

Pelo menos metade dos livros e posts de marketing que li nos últimos meses traziam a expressão "pensar fora-da-caixa". Está na moda moda inovar, procurar caminhos alternativos, investir em pesquisa... e isso é muito bom. No entanto, acredito que a maioria das organizações, incluindo multinacionais e governos, deveria, antes de inventar algo novo, otimizar o que já existe. Ou então resolver as coisas que realmente importam, antes de pensar na coleção do ano que vem.

Não, eu não quero que as empresas deixem de inovar. E nem quero que sua empresa deixe de investir pesado no lançamento de novos produtos e serviços.

O que eu quero dizer é que provavelmente seria melhor e mais rentável que as companhias telefônicas resolvessem seus problemas de atendimento ao cliente no Rio Grande do Sul antes de tentar atuar em Salvador. Que sería melhor que Toyota ou Ford lançassem seus novos modelos com mais calma e evitassem o "recall anual" de não sei quantos milhões de unidades. Que eu prefiro que o governo erradique a pobreza extrema antes de se candidatar aos jogos olímpicos.

Todas as empresas têm pelo menos um problema que afeta quase todo mundo e é conhecido por todos, mas que, no entanto, ninguém está disposto a resolver. Ou é um diretor que não gosta de lidar com números, um departamento que ninguém entende bem para que existe, brigas entre sócios, falta de informações, etc...

Melhorar os preços de compra de um fornecedor, agilizar o processo de seleção de pessoas, aumentar o ROI das campanhas online... isso tudo é ótimo e deve estar em pauta. Contudo, há momentos em que é preciso encarar de frente aquele problema que está sendo varrido para debaixo do tapete. É aí que a gente realmente inova. É assim que as empresas se "diferenciam". E aí que se cria valor.

O vídeo abaixo é um exemplo de alguém que não está tentando contornar um problema, mas sim resolvê-lo. O marketing nas empresas deveria estar fazendo o mesmo.



Plástico não funciona? Tudo bem, a gente muda toda a estrutura.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Por quê você podería escolher a transparência

Essa semana eu peço licença para um cara que eu gosto muito e posto aqui uma tradução (livre) de um post que achei realmente interessante. Se você fala inglês, vale a pena passar em http://sethgodin.typepad.com/ uma vez a cada dois dias, pelo menos =). Aliás, ele tem diversos livros publicados em português (Veja aqui) e tudo que eu li dele até hoje, no mínimo, vale o dinheiro e o tempo gasto.

Por quê você podería escolher a transparência

Tradução de um post de Seth Godin – veja o original aqui

Dezenas de médicos estão contratando um serviço que, entre outras coisas, permite que eles proíbam pacientes de postarem resenhas sobre seu trabalho. Você pode ler um pouco sobre isso aqui http://doctoredreviews.com/.

Em Iowa, em uma manobra supreendentemente parecida, o governo está movendo uma lei que fará com que seja crime gravar ou possuir vídeos sobre as fazendas industriais que possam danificar os interesses dos fazendeiros.

Nos dois casos, uma organização está tentando manter o poder ocultando informações do público. Você consegue imaginar alguém sendo preso por possuir uma foto de um porco?

É fácil argumentar que, do ponto de vista público, leis como esta são uma má idéia. O público certamente se beneficia com a exposição dos maus médicos e com o aumento da higiene em fazendas industriais. Neste sentido, é anti-ético que os médicos ou os legisladores subvertam suas responsabilidades fazendo com que o público cale a boca.

Acho que também vale a pena analisar a questão desde o ponto de vista dos médicos (e dos fazendeiros). A tentação aqui é defender o status quo lutando contra a transparência, mas fazendo isso, ignoramos uma verdade simples:

Cuando se resenham livros, suas vendas aumentam.

Claro, o argumento da equidade também importa. Os pacientes não têm nenhuma escolha, as galinhas definitivamente não têm escolha e os consumidores também não. Há um argumento, no entanto, que vai além da escolha... a verdade é que a transparência aumenta a rentabilidade.

Se cada gaiola de galinha tivesse uma câmera instalada, a qualidade obviamente melhoraría. A confiança no produto também melhoraría, assim como o comportamento dos empregados, já que é difícil torturar uma galinha se você sobe que será decoberto.

Mas espere, você pode argumentar... se tivermos que cuidar melhor das galinhas, nosso custo vai aumentar.

Esse é o ponto: quando os consumidores se acostumam à transparência, eles se interessam mais sobre a qualidade do que você vende e estão mais dispostos a pagar mais por isso. Eles certamente atravessarão a rua para comprar de uma loja ética. E uma vez que as pessoas começam a mover-se nesta direção, o custo de tornar-se um provedor anti-ético é tão grande que ou você muda de rumo ou perde o rumo.

Granjeiros não precisam de leis proibindo a posse de imagens. Eles precisam de um produtor que faça uma tonelada de ótimos (e verdadeiros) filmes de galinhas. Que nos inunde com imagens de higiene e qualidade, ao invés de nos deixar no escuro. Não aposte corrida em direção ao fundo do poço (você pode ganhar). Ao contrário, force seus competidores a correr com você até o topo.

[A mesma objeção apareceu quando começara a controlar a higiene nas cozinhas dos restaurantes. Sim, era mais caro limpar as panelas e matar os roedores, mas tudo bem, a demanda por qualidade aumentou mais que o suficiente para pagar pelas mudanças]

O mesmo argumento é verdadeiro para os médicos. Uma vez que a informação sobre os bons médicos se espalhe, os pacientes vão buscar estes médicos, recompensando os que cuidam melhor de seus pacientes. A profissão como um todo não sofre (nós ainda precisaremos ir ao médico), mas sim os médicos pouco cuidadosos.

Uma coisa mais: um político indiano está tentando fazer com que o suborno (em alguns casos) seja legalizado. Por que? Porque se a pessoa que suborna se sente livre para “dedar” o burocrata, o suborno some.

Nos 3 casos, a claridade é um anti-séptico e o mercado recompensa aqueles que se comportam – e todo o mercado cresce quando os padrões aumentam.

Os consumidores e também aqueles que buscam sua admiração devem recompensar os que são a favor da transparência (que grande oportunidade para o McDonald’s). E, para os fornecedores, o antídoto para um discurso que eles não gostem não é um contrato ou uma lei. O antídoto para um discurso que você não gosta é mais discurso.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Como bombar o facebook da sua empresa


Para criar boas estratégias e campanhas de facebook, a primeira coisa que voce deve fazer (como sempre) é saber onde quer chegar. Quais são os seus objetivos?

A segunda é saber que métodos você usará para avaliar a caminhada até estes objetivos. Por exemplo: se seu objetivo é aumentar o número de amigos, sua métrica principal seria o número de amigos (!). Se o seu objetivo é gerar vendas através da rede social, entao você precisa criar algo que seja mensurável fisicamente, como cupons ou algo do tipo. Outras métricas possíveis: número de sugestões por mês, número de críticas atendidas, conteúdos que geram mais comentários, número de acessos ao site através de um link no facebook, etc...

Finalmente, é necessário escolher como atuar. Existem diferenças grandes entre páginas, perfis e grupos, mas eu acredito que não é isso que vai fazer com que sua estratégia tenha sucesso ou não. Recomendo páginas ou grupos, porque permitem um acompanhamento melhor das ações, com estatísticas e outras coisas. As páginas são mais fáceis de encontrar e mais flexíveis, mas os grupos têm uma ferramenta bastante interessante: se seu grupo tem menos de 5 mil pessoas, o facebook te permite enviar uma mensagem a todos com um clique. Pessoalmente, prefiro as páginas.

Outras observações importantes:
Se no mundo físico a empresa não vai bem, não tem processos definidos ou o produto não é bom, por exemplo, não adianta nem correr atrás das redes sociais. Na internet, as coisas se espalham mais rapidamente e a interatividade é enorme. Ter um grupo de 25 mil pessoas se comunicando ativamente com a sua empresa é ótimo, mas acho que concentrar 25 mil pessoas falando mal de você não é bem o seu objetivo para o ano...

Exemplos de ações para conseguir aumentar o número de seguidores, amigos ou "curtir":
1) Crie ações e concursos: promova um concurso de fotografias, curta-metragens, desenho (algo que tenha a ver com seu público-objetivo) e distribua os prêmios (ou parte dos prêmios) de acordo com a quantidade de "curtir" que aquela foto ou desenho tenha. Logo, os participantes vão correr atrás dos votos dos amigos deles (e os amigos deles vão acabar querendo entrar no facebook para votar).

2) Interaja com as pessoas. Atualize constantemente sua página e se interesse pelo que as pessoas têm a dizer.

3) Crie conteúdo. Se você é uma loja de roupas, publique coisas sobre moda. Dê espaço para que os leitores façam sugestões. Se é uma consultoria de contabilidade, facilite o acesso a informações, planilhas, etc. Dê um serviço de graça (informação) e aumente as possibilidades de venda.

4) Não deixe seu facebook nas mãos do seu sobrinho. Se as redes sociais realmente são relevantes para sua estratégia, invista nelas. Não dê 20 reais para seu sobrinho atualizar uma vez por semana seu facebook. Se for para fazer mal-feito, melhor investir em outras coisas.

Página da Coca-Cola no Facebook e seus mais de 24 milhões de "me gusta"

terça-feira, 29 de março de 2011

Tendencias de marketing para um mundo digital


Na semana retrasada passei dois dias na OMEXPO, um evento de marketing online que reuniu mais de 15 mil pessoas em Madrid. Foram 2 dias de conferências, 16 palestras assistidas (de empresas como Facebook, Vodafone, Google, etc.) e inúmeras visitas aos stands. Ou seja, bastante material para o blog nos próximos dias!

Para começar, vou tentar resumir um pouco o que ouvi em alguns dados e tendências:

Marketing é Marketing
Não importa se estamos falando de estratégias online, offline, aplicativos para iPhone ou marketing de experiência, o que diferencia sucesso de fracasso são as mesmas coisas de sempre. Se sua empresa não funciona bem fora da internet, não tem a menor chance no mundo virtual.

A internet é móvel
Um terço dos celulares da Espanha já são smartphones e aqui, em 2012, a maioria dos acessos à internet será por um telefone e não por um computador. Os dados são da Espanha, mas o mesmo vai acontecer no Brasil, com no máximo 2 anos de atraso. A primeira experiência online em países que ainda não têm a internet consolidada será através do telefone.

As verbas estão se movendo em direção ao online
Marketing é resultado e por isso as empresas estão investindo cada vez mais nas ações online. É muito mais fácil medir o retorno, alterar campanhas e corrigir erros na internet que em outros meios. Contudo, os meios offline manterão a hegemonia nos orçamentos ainda por muitos anos.

A rede é social (jura?! rs)
A palavra de ordem da internet é compartilhar. A música é social (playlists de youtube, indicações, Spotify), os jogos são sociais (vide Farmville/Fazendinha e seus mais de oitenta milhões de jogadores) e até as compras são sociais (indicações, compras coletivas, prescriptores, blogs). Ofrecer conteúdo de qualidade e conversar com seus consumidores não é mais uma opção.

Muitos canais
Exitem diversos canais para ações, como blogs, youtube, facebook, twitter, email, etc. No entanto não existe uma fórmula mágica. Nem tudo funciona para todas as empresas – antes de agir, é necessário saber onde estão seus clientes.

Internet tangível
Propostas de valor tangíveis funcionam tão bem na internet quanto fora dela. Tem muita gente apostando por cupons, ofertas, clubes e áreas/conteúdo premium e colhendo bons resultados.

Informação + Formação
Para adaptar-se em um cenário tão dinâmico quanto o atual, é preciso que as empresas e os profissionais invistam muito em formação e informação. Somente assim estarão aptos para antever e entender os cambios de comportamento dos clientes.

Empresa digital
Uma continuação da anterior: para operar neste contexto maluco (o iPhone não existia a 4 anos, o Facebook não era nada a 3, e por aí vai...) as empresas precisam usar toda a tecnologia disponível. Não peça relatórios, acesse relatórios. Não tome decisões sozinho, use o seu ERP para te ajudar.

Nas próximas semanas: como criar campanhas de email marketing, ganhando amigos no facebook para sua empresa e muito mais.