Mostrando postagens com marcador branding. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador branding. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Curso sobre Marketing e Empreendedorismo com os autores do Caderno de Marketing


Pessoal, é com muito orgulho que trago para vocês o primeiro curso promovido por esse Blog que vos fala há mais de 3 anos! Eu e Loraine Santos vamos dar algumas aulas e tem também muita gente interessante participando.

Serão 30 horas de curso + exercícios - que podem ser feitos presencialmente, em Londrina-PR ou ao vivo, via internet. Dêem uma olhada nas datas e temas abaixo:

24/03 | Loraine Santos - Planejamento estratégico e ferramentas de marketing
07/04 | Pedro Conte - Canvas - Criando novos modelos de negócio
28/04 | Angelo Jardinette -  Vendas - Escolhendo as guerras certas para lutar
12/05 | Mariana Matias -  Redes sociais - Estratégias para captar, manter e surpreender clientes
26/05 | Leo Moura e Daniel Trindade - Branding - Gestão de marcas para pequenas empresas
09/06 | Eder Manchebo - Deixe o Excel trabalhar por você
23/06 | Moacir Vieira - Impostos, financiamentos e controle financeiro da sua empresa
07/07 | Flavio Tavares - Como criar valor para (e através da) sua equipe de vendas
21/07 | Gustavo Villa - Usando Google como parceiro do meu negócio
04/08 | Pedro Conte - Design Thinking - Ferramenta para inovar

Se o conteúdo interessar, é só clicar aqui e fazer sua inscrição.
Tenho certeza de que vocês irão curtir (e muito)!

Um abraço e #vai2014!



terça-feira, 29 de novembro de 2011

Roma: chegando primeiro e dominando tudo!


A primeira das 22 leis imutáveis de marketing de Al Ries, a lei da liderança, diz que é melhor ser o primeiro que ser o melhor. Na briga pela cabeça do consumidor, isso é especialmente verdade: temos muito mais facilidade para nos relacionar com as primeiras marcas que chegam à nossa cabeça que com os produtos que vão entrar em conflito com ela.

Roma, em diversos aspectos, nos ensina a mesma lição. A cidade é o berço de muitos dos conceitos culturais, sociais e artísticos que carregamos até hoje – embora já não represente muito em termos econômicos ou políticos. Por isso, cada vez que analisamos uma situação nova, o que fazemos é comparar os valores atuais com os que nos foram ensinados pelos romanos. A capital italiana, uma cidade que não é (e nunca foi) perfeita, foi referência do mundo por séculos.



Eles nos mostram que largar na frente, mesmo sem todas as condições ideais, pode ser justamente o fator que nos possibilitará desenvolver estas mesmas condições ideais. Paralelamente, lançar um produto ou empresa mais cedo e ir melhorando com o tempo pode ser mais vantajoso que passar tempo demais planejando sua chegada ao mercado. Entrar em um segmento antes da concorrência cria uma série de vantagens que possibilitarão o desenvolvimento do produto/negócio ideal.

Para produtos inovadores e criação de novos segmentos, essa teoria fica ainda mais evidente. A referência de todos os fabricantes e consumidores de tablets é o iPad. A cada vez que pensamos em um tablet, lembramos do produto da Apple. A ordem de pensamento normal é “produto x é tão bom que é mais rápido que o Ipad” ou “nossa, essa tela nem o iPad tem”. Tanto que a própria Samsumg têm lançado ações comparando seu Galaxy ao tablet de Steve Jobs (veja aqui).

Ao criar o segmento dos tablets, o iPad forçou todos seus concorrentes a se lembrarem dele a cada movimento. E isso, claro, também acontece com os consumidores. Desnecessário dizer o quanto essas lembranças são relevantes para os negócios da Apple.

Roma também inovou e “abriu o mercado” para muitos dos valores que temos hoje. Por isso, somos forçados a lembrar deles sempre que falamos de arte, cidadania, comida, entretenimento e muito mais.


Os gregos, por exemplo, assim como os romanos, deixaram de apresentar ao mundo grandes projetos e inovações há bastante tempo. O país também não tem grande influencia comercial ou política. No entanto, é impossível abrir um livro de história que não tenha capítulos dedicados aos gregos. Eles chegaram primeiro e garantiram o assento no gargarejo da história.

Quantas marcas já não deixaram de ser impérios há anos, mas seguem na cabeça dos consumidores? Quantos refrigerantes existiam no mundo quando a Coca-Cola foi criada, em 1886?

Quem larga na frente só precisa se preocupar em manter a distância do segundo colocado.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Lições de Branding em Amsterdam


Amsterdam é uma cidade de vanguarda. É isso que eles vendem, consciente e inconscientemente. Parece que a ousadia está no DNA do povo. Desde os diques, barragens e belíssimos canais artificiais até a liberdade de expressão, coffee shops e travestis, a capital holandesa passa a impressão de que está sempre olhando para a frente.

Há muita história, prédios antigos e museus bem bacanas, mas o que surpreende e impressiona é a atmosfera. Praticamente tudo em Amsterdam grita “Vanguarda!” e criar este ambiente é maior triunfo da marca da cidade. Criar uma atmosfera verdadeira em torno de algo é um trabalho de formiguinha, que tem a ver, principalmente, com os detalhes.

As maiores lições que a marca Amsterdam tem a ensinar às outras cidades e empresas podem ser resumidas em duas idéias:

Todos os pontos de contato enviam a mesma mensagem
A coerência é a chave do branding (gestão de marca). Cada vez que um turista (cliente) entra em contato com a cidade (produto) ele precisa receber a mesma mensagem. Se o slogan da sua empresa diz “pensando no seu futuro”, você precisa SEMPRE pensar no cliente e no futuro dele. A sua recepcionista precisa pensar no futuro do cliente. Seus anúncios precisam transmitir preocupação com o cliente, inovação, antecipação ou algo do tipo. E, mais importante, todas as suas ações devem levar em conta o cliente e o futuro dele.

Se você vende encantamento, não me mande uma agenda no final do ano. A não ser que ela venha incorporada em um telefone de última geração. Se vende responsabilidade, você não pode chegar atrasado a uma reunião nunca.

Porque, a partir do momento em que você começa a não cumprir com a sua linha de raciocínio, eu começo a duvidar de você. E existem outros fornecedores que me geram menos dúvidas.

Imagine se uma cidade que tolera o uso de maconha e tem um distrito de prostíbulos poderia ser racista ou desrespeitar homossexuais. É esse o trunfo de Amsterdam: a cidade respira novas idéias em qualquer campo. E assim se converte em um lugar diferente de qualquer outro.

Coffee Shop na Praça de Rembrandt


Red Light District


Adaptação e evolução sem perder a essência

O que é hoje o principal símbolo da cidade, o letreiro IAmsterdam, não existia há pouco tempo. Ele divide espaço com as centenas de milhares de XXX que estão marcados pela cidade e fazem parte do brasão de Amsterdam.

As marcas devem saber evoluir com os seus consumidores e com o tipo de vida que os consumidores levam. Vender rapidez e design em 1920 era muito menos importante que é hoje, por exemplo. E mesmo as grandes marcas precisam se reposicionar de tempo em tempo, mesmo que isso não envolva uma mudança na logomarca.

Brasão de Amsterdam


Letreiro Iamsterdam


Aplicações da "logomarca"

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

As marcas não são mais as mesmas

"As marcas não são mais infalíveis. Elas não são mais inatacáveis. E, o que é mais importante, elas não são mais marcas. Em vez disso, elas estão se tornando miliários num ecossistema de consumo evolutivo, o qual potencializa os pontos de contato e cria experiências que aproximam, de formas contextuais e relevantes, a marca da vida. Essas experiências, essencialmente temporais e subjetivas, não podem ser replicadas. Elas, assim como as impressões (tanto qualitativas quanto quantitativas) que geram sobre a marca, são completamente únicas para o consumidor.

Portanto, as marcas não precisam mais desempenhar um papel de consolidadoras do consumo. As campanhas de branding não têm mais de atrair o máximo de pessoas possível, muitas vezes sacrificando uma idéia boa e criativa. Não é mais necessário que as marcas carreguem com singularidade o fardo de determinar e orientar a transmissão de mensagens em massa. Não existe mais nada disso”.

O raciocínio acima, de Max Lenderman (Admirável Marketing Novo*), tem bastante sentido. Ele sustenta que, com a chegada das redes sociais e com a explosão da pirataria no mundo, as marcas passaram a sustentar algo diferente. Elas não podem mais dizer o que deve consumir cada consumidor.

Por exemplo: antes, uma empresa sacava um produto novo, criava um comercial bacana com um rosto famoso, inundava a programação da TV no horário nobre e tinha tudo resolvido. Isso já não funciona mais. As mensagens de cima para baixo, da empresa para o consumidor, não tem os mesmos efeitos que há 10 ou 15 anos atrás.

A Época Negócios desse mês traz uma matéria sobre um estudo da Ace Matrix chamado Anúncios com Celebridades em 2010: expondo o mito da eficácia, que avaliou todos os anúncios de TV dos Estados Unidos durante 11 meses em 2010. A pesquisa concluiu que a presença de celebridades nesses anúncios gerava resultados piores ou iguais aos comerciais sem elas. Menos de 12% tiveram pelo menos 10% mais de eficácia. Cerca de 10% tiveram resultados negativos.

Isso está acontecendo porque o consumidor de hoje busca autenticidade. Não basta dizer que “limpa mais branco”, se isso não for verdade. Hoje, se você anuncia mentira (“meias-verdades” são mentiras...), em pouco tempo os seus consumidores se dão conta e o tiro sai pela culatra.

Quando os autores dizem que as marcas não são mais propriedade das empresas, mas sim do consumidor, é isso que eles querem dizer. Desde a popularização da internet, são os consumidores que criam e destroem marcas. O máximo que as empresas podem fazer é tentar influenciar um pouco o processo.

A grande novidade é que este cenário incorpora, como nunca, o poder da publicidade boca a boca. As notícias ruins se espalham rápido, mas as boas também. E os consumidores cada vez mais informados e exigentes, finalmente estão premiando as empresas e produtos que falam menos e agem mais.

Será o fim dos vendedores de fumaça?

* Obrigado Pedrinho e a Karol pelo ótimo livro!! =)

terça-feira, 10 de maio de 2011

O poder da marca (para um país)


O esforço para construir uma marca de um país ou de uma cidade é bem mais complexo que o de criar uma marca “comum”. Leva anos e exige investimento e cooperação de diversos fatores como governo, população, economia, imprensa, sorte, etc. Contudo, o retorno é diretamente proporcional ao tamanho do esforço. Uma vez estabelecida, uma boa imagem para um país, cidade ou região gera frutos por anos.

Estou falando do assunto porque tenho acompanhado, há algum tempo, a imagem que o Brasil tem no exterior e vejo uma série de oportunidades que as (pequenas, média ou grandes) empresas brasileiras poderão aproveitar.

O Brasil sempre teve uma imagem de país acolhedor, gente bonita, natureza e futebol impressionantes e um nível de pobreza relativamente alto. Esta não é a melhor imagem do mundo, mas também não deixa muito a desejar. Entre os países do hemisfério sul, pode-se dizer que ocupamos um lugar de destaque.

A notícia boa é que, este conjunto de valores agora vem acompanhado da imagem de um país economicamente forte e com boas projeções para o futuro. O que isso muda para as empresas brasileiras? Que agora, além de tudo o que tinha para oferecer, os negócios brasileiros carregam o selo de país acolhedor-economicamente-forte-e-com-boas-projeções-para-o-futuro.

Há outros países que compartilham estas condições com o Brasil, mas, deste grupo, somos o país culturalmente mais próximos dos donos das carteiras que realmente importam. Ou seja, pessoas do mundo tudo, ao buscar um lugar para investir, pensam com carinho no Brasil.

Para aproveitar o ambiente favorável, eu recomendo que você coloque nos planos da sua empresa alguma ação relacionada com outros países. Estabeleça metas, forme funcionários em inglês, espanhol, alemão, chinês, etc., participe de feiras, troque informações com profissionais de outros países, busque fornecedores externos, exporte, procure saber que incentivos o governo oferece para esta área, faça um intercâmbio.

Se você tem uma escola, por exemplo, poderia procurar um professor de outro país que fale português. Ele provavelmente ganha mais em seu país de origem do que você pode oferecer, mas talvez abra mão do dinheiro pela curiosidade de conhecer outro país e curtir o nível de vida que se tem no Brasil.

Claro que há gente qualificada e mercado no Brasil para quase todo tipo de produto. Claro que vale a pena investir aqui dentro. Mas isso não quer dizer que precisamos fechar os olhos para todos os outros 6,5 bilhões de pessoas à nossa volta.

Em tempo: esse post, assim como este, vale para quem tem a empresa em forma. Se você não atua bem “jogando em casa”, dificilmente vai conseguir vitórias na casa do adversário.