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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Curso sobre Marketing e Empreendedorismo com os autores do Caderno de Marketing


Pessoal, é com muito orgulho que trago para vocês o primeiro curso promovido por esse Blog que vos fala há mais de 3 anos! Eu e Loraine Santos vamos dar algumas aulas e tem também muita gente interessante participando.

Serão 30 horas de curso + exercícios - que podem ser feitos presencialmente, em Londrina-PR ou ao vivo, via internet. Dêem uma olhada nas datas e temas abaixo:

24/03 | Loraine Santos - Planejamento estratégico e ferramentas de marketing
07/04 | Pedro Conte - Canvas - Criando novos modelos de negócio
28/04 | Angelo Jardinette -  Vendas - Escolhendo as guerras certas para lutar
12/05 | Mariana Matias -  Redes sociais - Estratégias para captar, manter e surpreender clientes
26/05 | Leo Moura e Daniel Trindade - Branding - Gestão de marcas para pequenas empresas
09/06 | Eder Manchebo - Deixe o Excel trabalhar por você
23/06 | Moacir Vieira - Impostos, financiamentos e controle financeiro da sua empresa
07/07 | Flavio Tavares - Como criar valor para (e através da) sua equipe de vendas
21/07 | Gustavo Villa - Usando Google como parceiro do meu negócio
04/08 | Pedro Conte - Design Thinking - Ferramenta para inovar

Se o conteúdo interessar, é só clicar aqui e fazer sua inscrição.
Tenho certeza de que vocês irão curtir (e muito)!

Um abraço e #vai2014!



quinta-feira, 16 de agosto de 2012

450 mil fãs de facebook em menos de 1 ano (e sem promoção!)


Há algum tempo assisti a uma palestra do Arnold Oliveira, da OLX, sobre como usar Facebook como plataforma para impulsionar negócios. A palestra era gratuita, pública e foi parte do CicloMpe.net de Londrina (iniciativa bacana!).

Para quem não conhece, a OLX é uma página de classificados de “praticamente tudo” – de imóveis a caronas. Isso em si já traz um bônus para a estratégia de comunicação da marca, já que, uma vez que anunciam produtos e serviços dos mais diferentes setores, a gama de assuntos que eles podem abordar é enorme.

Contudo, existem inúmeros sites de classificados ou compras coletivas, por exemplo, que contam com o mesmo benefício. O que a OLX fez de diferente para passar de 15 mil para 470 mil fãs em nove meses?

A estratégia deles é simples, com você verá abaixo. O site não tem um visual refinado e as campanhas no Facebook também não. Aliás, “pouco refinadas” é eufemismo: o negócio é meio tosco mesmo. O conteúdo, no entanto, é poderoso. Eles se apropriam de praticamente tudo que é hit na internet e ligam esses assuntos às categorias de anúncios. Vale cachorro com cara de preguiça vendendo anúncio de hotel e engarrafamentos monstruosos incentivando a compra de motos.





As imagens são sempre postadas com links para alguma parte do site. Os assuntos e imagens são escolhidos pelo seu potencial de difusão. Quanto mais viral, mais retorno. Muito retorno. Há posts que superam os 6 milhões de impactos em 1 semana!

Eu particularmente não gosto muito de fotos de gatinhos fofos, mas tenho que tirar o chapéu para os caras. São poucas empresas que podem apresentar cases como esse. Aqui vai o que o Arnold chamou de “receita do bolo”:

- postar algo quatro vezes por dia, todo dia
- equilibrar conteúdos de interação e materiais corporativos (metade dos posts diretamente relacionados ao negócio, metade não)
- privilegiar horários noturnos e finais de semana.
- fazer testes: quais são os horários que geram mais retorno? Postar de manhã, de madrugada, na hora do almoço...
- sempre curtir as interações dos fãs e responder com rapidez
- indicar produtos e serviços de acordo com o retorno dos fãs
- usar linguagem informal

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Para que serve cada rede social?

O infográfico abaixo (clique para aumentar) traz algumas idéias bem simples e diretas sobre como melhor utilizar as redes sociais mais populares do momento e sobre o que elas podem fazer pela sua empresa:

Como usar?

TWITTER
Compartilhar opiniões e informações, fazer e responder perguntas, divulgar links para outros conteúdos publicados (blogs, site, etc.)

Melhores efeitos:
- mensagens simples, sem a necessidade de serem sempre importantes
- avaliar opiniões, idéias e julgamentos sobre tópicos determinados

FACEBOOK
Divulgar informações sobre sua marca, divulgar eventos, engajar consumidores com jogos e promoções

Melhores efeitos:
- mensagens simples, sem a necessidade de serem sempre importantes
- compartilhar emoções e opiniões/sentimentos pessoais

GOOGLE+
Aumentar reconhecimento de marca através do compartilhamento de conteúdos online

Melhores efeitos:
- mensagens simples, sem a necessidade de serem sempre importantes
- compartilhar emoções e opiniões/sentimentos pessoais

BLOGS
Informações detalhadas, liderança de opinião, novidades, material de educação sobre os produtos ou serviços, formas de utilizar, etc. (os blogs funcionam muito bem também para divulgar conteúdos de interesse do seu público-alvo mesmo que estejam diretamente ligados a sua empresa - Ex. falar de moda no blog de uma empresa de roupas)

Melhores efeitos:
- avaliar opiniões, idéias e julgamentos sobre tópicos determinados
- divulgar fatos e informações baseadas em pesquisas ou conhecimento acumulado

EMAIL
Promoções para clientes específicos, novidades e atualizações de produtos ou serviços

Melhores efeitos:
- divulgar fatos e informações baseadas em pesquisas ou conhecimento acumulado






sexta-feira, 15 de julho de 2011

Conflito de meios

Talvez você não conheça o Tuenti, uma rede social espanhola que tem mais de 10 milhões de usuários. O Tuenti é meio que o Orkut da Espanha: era de longe a rede que mais tinha acesso no país até a chegada do Facebook. No entanto, assim como o seu primo brasileiro, tem pouca penetração fora de seu país de origem e aos poucos está sendo engolido pelo gigante de Mark Zuckerberg.

O gráfico que vocês verão abaixo se refere ao volume de tráfico nos servidores do Tuenti, durante a final da última Copa do Mundo (Espanha x Holanda). Por tráfico, não quero dizer o número de pessoas conectadas, mas sim o volume de informação transmitida (comentários, fotos postadas, etc.) – ou seja, gente que estava realmente na frente do computador.

Prestem atenção nos picos de tráfico de informação. Enquanto a bola está rolando, o volume de troca de informação é baixo e ele aumenta bastante durante o intervalo (descanso) e após a partida. O que isso quer dizer? Que no intervalo do jogo, ninguém está assistindo nada de propaganda. Pelo menos o público do Tuenti, não está.

Estamos falando de Copa do Mundo e Tuenti, mas poderíamos estar falando de Orkut, Facebook e Copa América. O comportamento é o mesmo. Os caras que estão pagando fortunas para veicular seus anúncios nos intervalos dos jogos de futebol não estão conseguindo atingir o público das redes sociais (o que é ruim para as empresas anunciantes, para as redes de televisão e também para os times de futebol, que financiam boa parte de seus gastos com o que ganham da da TV).

Conclusão I: a tendência é que as verbas de patrocínio cresçam, assim como outras modalidades de propaganda que são exibidas durante o jogo.

Conclusão II: a internet está matando a propaganda com horário marcado. Ou as empresas criam conteúdo para seus clientes e “se vendem” através deste conteúdo (responsabilidade social, jogos, textos, aplicativos, blogs, revistas, versões especiais...) ou precisarão encontrar maneiras de impactar o público durante a atração principal (merchandising, patrocínio, mini-vinhetas, etc.).
A era do “plim plim” está acabando.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Coca-cola e as redes sociais

Os exemplos e conceitos que vocês verão nesse post são de uma empresa enorme, mas facilmente aplicáveis ao marketing de pequenas e médias empresas. Eles foram tirados de uma palestra de Francisco Rodriguez, Interactive and CRM Manager da Coca Cola Espanha. Vamos a eles:

Digital é normal
Na Coca, não existe um gerente da área digital. O que existe são gerentes de interações (digitais ou não) com os consumidores. O digital é parte de todas as ações da empresa.

Primeiro, escutar
A página de Facebook da empresa recebe cerca de 15 mil comentários por mês, mesmo sem nenhum tipo de estímulo (como promoções, por exemplo). Eles gastam tempo e dinheiro aplicando métricas a estes comentários (como palavras mais mencionadas ou links mais recomendados), para tentar entender o que estão dizendo seus 26 milhões de fãs.

Não controlar
A página de Facebook da Coca Cola foi criada por pessoas comuns. Sem nenhum vínculo com a empresa, a página alcançou a marca de 4 milhões de pessoas (obrigado, 125 anos de marketing!), mais que qualquer outra iniciativa promovida pela própria empresa. Hoje, os dois fundadores são co-proprietários da página e tem liberdade para se expressar como quiserem.

Fãs primeiro
O conteúdo gerado pelos fãs tem prioridade sobre qualquer uma das milionárias campanhas criadas pela empresa. Por quê? Porque são eficientes. Por quê? Porque são reais.

Tecnologia Humaniza
Detalharemos melhor o assunto em outro post, mas a verdade é que ter 450 amigos no Orkut ou Facebook não torna nossos relacionamentos mais superficiais. O efeito é o contrário. Estas ferramentas permitem estreitar laços com as pessoas que realmente nos importam. As redes sociais nos aproximam das pessoas que são mais relevantes para nós e permitem que estejamos em contato com gente que nos agrada muito, mas vive à quilômetros de distância (como a Espanha, rsrs).

Comunicação mais eficiente
As campanhas sociais têm um efeito mais duradouro e eficiente (ver post anterior) e a Coca Cola está apostando bastante no combo INTERNET + CO-CRIAÇÃO. Um bom exemplo disso é o filme do energético Burn, que tá em produção e mostra, entre outras coisas, dois garotos fazendo graffiti em uma piscina de tinta. Não tem milhão de dólares que crie uma idéia como essa.



Aplicações para as pequenas e médias empresas:
• O que eu seus clientes falam de você?
• Qual foi a última idéia dada por um cliente que você aplicou ao seu negócio?
• Tem algo de digital na sua estratégia?
• Você está utilizando toda a tecnologia disponível? Ou tá com medo de entrar na era do Twitter, Facebook, CRM, ERP, leitores de códigos de barras, cloud computing e todas as outras coisas que a concorrência tá usando para te ver pelo retrovisor?

terça-feira, 21 de junho de 2011

“A internet não é o papai noel”

A frase aí de cima é do Leo Moura, da Boyband, a agência mais bacana de Londrina-PR, e tem como pano de fundo o debate sobre as Campanhas Online x Campanhas Offline.

Toda segunda-feira eles abrem a semana com um podcast sobre publicidade, mídia e outras assuntos (sanfonas de assoprar, sexo depois do casamento, rsrs) e esta semana eles falaram um pouco sobre o cabo-de-guerra entre as mídias físicas e digitais.

Separei alguns dos comentários que tem a ver com o que falamos aqui na semana passada, para dar continuidade à polêmica (Clique aqui para conferir o podcast dessa semana na íntegra).

“Essa historinha de que o online é o solução para todos os problemas é bem aceita porque é uma solução que todo mundo quer ouvir”, diz o Leo, como se a internet fosse a ferramenta maravilhosa que vai fazer com que as empresas atinjam milhões de consumidores sem gastar nada de dinheiro. “A internet não é o papai noel”.

Ele continua: “Para fazer internet, tem que fazer conteúdo. Se não produzir nada de interessante, não vai sair do lugar. E se não investir para divulgar o conteúdo, também não vai sair do lugar. E para produzir e divulgar esse conteúdo, tem que gastar dinheiro”. Essa linha de raciocínio tem muito a ver com o que falamos nesse post e também aqui.

“Para aparecer em qualquer mídia, você precisa de grana”, afirma o Daniel Trindade na abertura do podcast, uma frase que eu alteraría para “para aparecer em qualquer mídia, você precisa investir”. Sem investir dinheiro, tempo e/ou recursos humanos, a internet não vai resolver a vida de ninguém.

Tomemos como exemplo o vídeo do Eduardo e Mônica, assunto do último post. Quanto a Vivo não investiu em atores, produção, maquiagem, gravação, edição e mais um monte de coisas. Imagino que entre a concepção da idéia e o lançamento da campanha eles demoraram no mínimo uns 3 meses. Desconfio que muito mais.

E porque fizeram o trabalho bem feito, acho que o vídeo tem tudo para ficar causando impacto por pelo menos mais uns 2 anos. Mas não sem investir.

Como aplicar à sua empresa:
Não invista em internet se for para fazer um blog e parar no primeiro post. Não invista em internet porque todo mundo está aí. Entre na internet para gerar conteúdo e se, e somente se, estes recursos não puderem ser melhor aplicados em outro lugar. Onde está o seu cliente? Que inversão traz mais rentabilidade para a sua empresa?

Thomaz, Daniel e Leo e equipe: um abraço e parabéns pelos trampos, continuo acompanhando vocês daqui!

domingo, 15 de maio de 2011

“Por que minha empresa não faz sucesso nas redes sociais?”

Provavelmente porque você não se importa com as redes sociais. Quanto do seu tempo e orçamento você dedica ao assunto? As suas ações seguem uma estratégia pensada para ser social ou você está apenas colocando a arte do seu último anúncio no Facebook?

Para atuar na internet, é preciso sempre buscar duas coisas: ser relevante e oferecer às pessoas ferramentas para que elas possam compartilhar o conteúdo que você criou.

Veja o vídeo abaixo. Por que ele é popular a ponto de estar em um blog de outro país (e agora na sua casa)? Porque as pessoas envolvidas na criação desse vídeo se importaram com as redes sociais. Certamente a Beyoncé tinha coisas mais importantes para fazer que dançar com um bando de crianças. Ela escolheu estar aí. Gastou tempo e dinheiro para criar algo interessante para seus clientes/fãs. Talvez você ache que o vídeo é sem graça (eu acho um pouco, rs), mas tenho certeza de que os adolescentes que gostam da cantora não vão pensar duas vezes antes de fazer a coreografia na próxima aula de educação física.




Relevante (não é todo dia que a gente vê uma cantora famosa dançando em uma escola) e fácil de difundir.

Repassando:

1) Meios diferentes precisam de estratégias diferentes.

O outdoor abaixo não teria efeito nenhum. Então por que o inverso funcionaria?

2) Se você for se envolver nas redes sociais (e eu acho que você deveria) importe-se com o que está criando, seja relevante, saiba escutar e ofereça todas as ferramentas possíveis para que as pessoas compartilhem a sua idéia.